Caleidoscópio
24/09/2018

Recentemente, o apresentador Fernando Rocha do programa Bem-Estar levou o seguinte questionamento ao programa:

“Como seria o encontro da clara com o ovo dentro do bolo?”

Então, espero que possamos encontrar explicações científicas e respostas para tais indagações, que apesar de simples, nunca nos perguntamos o porquê ou como elas acontecem.

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Juliana Naomi

29/08/2018

Se você já assistiu a algum filme dos X-Men, assim como eu, em algum momento você deve ter imaginado que é muito legal ser um mutante. No filme, alguns mutantes podem controlar objetos com a mente, soltar rajadas superpotentes de seus olhos, voar, controlar o clima, etc. Seria muito estranho se uma escola para mutantes realmente existisse no mundo real, porque todos nós seríamos alunos dessa escola.

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20/08/2018

No último episódio…

No texto anterior, falamos sobre o que é corrente elétrica. Partimos do básico, comentando as minúsculas partículas que compõem a matéria: prótons, elétrons e nêutrons. Em seguida, explicamos o papel de uma pilha, que “bombeia” os elétrons, fazendo-os se mover ordenadamente ao longo de um circuito formado por um fio de cobre, por exemplo. Agora, veremos como esse fluxo ― ou corrente elétrica ― pode ser usado para acender uma lâmpada, e explicaremos as semelhanças e diferenças entre esse fenômeno e o que ocorre quando você liga um eletrodoméstico na tomada.

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13/08/2018

Eletricidade é uma palavra muito comum no nosso dia-a-dia, mas o verdadeiro significado dessa ideia ainda pode parecer misterioso para muita gente. Por exemplo: talvez você já tenha ouvido falar que a tensão elétrica que nós recebemos em casa, nas nossas tomadas, é uma tensão alternada. É possível que você nem tenha ouvido esse termo, mas provavelmente já ouviu ou leu que a tensão da rede elétrica “é de 60 Hz”. O que isso realmente significa? O que é uma corrente alternada, afinal?

A matéria é feita de átomos

Como ponto de partida para falar sobre corrente elétrica, vamos comentar muito brevemente a composição da matéria. Se você pegasse um pouco de qualquer sólido, líquido ou gás e conseguisse enxergar com um aumento de uns 100 milhões de vezes, veria que ele é feito de átomos. Simplificadamente, pode-se pensar num átomo como feito de um núcleo pequeno e denso, rodeado por elétrons. O núcleo contém prótons ― com carga elétrica positiva ― e nêutrons ― sem carga elétrica. Os elétrons, que circundam o núcleo, têm carga negativa, e eles são os responsáveis pela corrente elétrica com que lidamos no dia a dia.

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16/06/2018

Para começarmos a conversar, vamos fazer um teste bem rápido. Está pronto? Pois bem, vamos lá... Imagine algo relacionado a conhecimento. Pronto. Provavelmente a primeira coisa que passou pela sua cabeça foi algo como um cientista de jaleco em um laboratório cheio de coisas perigosas e coloridas em frascos bem legais. Ou então em um professor em uma sala de aula ensinando algo como biologia, física, química ou matemática, ou até mesmo uma capa muito legal de uma revista onde se vê um grande átomo ou uma molécula gigantesca de DNA com um título em letras garrafais anunciando as últimas descobertas nessas áreas. Mas tipicamente as imagens são essas: a de cientistas, ou professores, ou mesmo de pessoas aprendendo ciências, principalmente as ciências exatas. No entanto, tem algo que precisamos saber. Nem todo conhecimento tem a ver com ciências. Isso mesmo. É possível (e altamente recomendável) que você desenvolva conhecimento não científico. Mais do que isso, ao contrário do que somos levados a acreditar, o conhecimento não científico é extremamente importante.

Mas, como nem tudo é tão simples, que tal falarmos um pouco de conhecimento?

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13/06/2018

Perguntas nos rodeiam desde sempre, ou pelo menos desde que pudemos começar a pensar sobre o nosso redor. E muitas delas ganharam respostas diversas em diferentes lugares e tempos. Mitos e respostas religiosas são uma forma de nos responder: de onde viemos, por que somos como somos, o que nos torna diferentes dos outros animais, o que acontece depois da morte, como surgiu a vida, entre tantas outras perguntas sobre o que somos e nossas origens.

Mais recentemente na nossa história, começamos a produzir conhecimento com base em argumentos e métodos baseados em evidências, produzimos hipóteses e testamos, repetimos e criamos leis e teorias científicas que mudam ao longo do tempo (tentando se aproximar cada vez mais do que teria acontecido) à medida que conseguimos melhorar nossos experimentos com novas tecnologias ou soluções.

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02/06/2018

Algumas tarefas rotineiras podem parecer muito simples quando já estamos acostumados a realizá-las, mas e se nós tivéssemos que ensinar alguém que nunca teve contato com nenhuma dessas atividades, será que conseguiríamos? Fazer um programa de computador é basicamente isso, você tem que dizer de forma muito clara, objetiva e específica todas as ações a serem realizadas.

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Davi Arrais


29/05/2018

A impressão de que {11, 12, 13, 14, 15, 16} é mais improvável do que {31, 23, 41, 29, 37, 43} se deve ao seguinte fato: o primeiro conjunto é um representante de uma “classe” extremamente seleta - a dos conjuntos formados por seis números consecutivos. Nosso cérebro imediatamente identifica esse padrão e atribui algo de “especial” a essa aposta, enquanto a segunda, em princípio, parece não ter nenhuma propriedade digna de nota, sendo aceita como algo genuinamente “aleatório”.

No entanto, eu poderia argumentar que {31, 23, 41, 29, 37, 43} representa uma classe muito mais seleta que a primeira: a das apostas formadas exclusivamente por números primos sucessivos (isto é, que aparecem “juntos” na lista dos números primos). A única diferença é que esse padrão é menos evidente. Cuidado: o que se quer dizer com isso não é que essas duas sequências são improváveis por ambas serem “especiais” -- na verdade, para qualquer aposta em que você pensasse, eu poderia encontrar um padrão mirabolante e argumentar sobre o quão especial essa aposta é. O ponto é que as possíveis relações entre os números que compõem o conjunto são absolutamente irrelevantes: pela forma como o sorteio é feito, todas as apostas possíveis têm a mesma chance de ganhar, como já foi dito antes.

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26/05/2018

Quem não gostaria de ganhar na Mega-Sena? Sem dúvidas, é tentadora a perspectiva de pagar alguns trocados em um bilhete e ser premiado em milhões de reais. Todos sabemos, no entanto, que as chances de “tirar a sorte grande” num sorteio como esse são baixíssimas. Naturalmente, surgem uns e outros argumentando que há “estratégias” capazes de aumentar essas chances... será que dá mesmo?

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22/05/2018

Alguma vez na vida você já parou para ler o verso de alguma embalagem de bolacha, salgadinho ou qualquer outro alimento? Provavelmente, você deve ter encontrado algo parecido com isto:

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
Porção de 50g (1 unidade)
Quantidade por porção % VD(*)
Valor Energético 147 kcal (617 kJ) 7%
Carboidratos 21 g 7%
Proteínas 3,0 g 4%
Gorduras Totais 5,9 g 11%
Gorduras Saturadas 2,9 g 13%
Gorduras Trans 0 g **
Fibra Alimentar 1 g 4%
Sódio 286 mg 20%

(*) % Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000kcal, ou 8400kJ.
(**) % VD não estabelecido.

Se você não fez isso e estiver em casa, procure algo na geladeira ou no armário e observe! Pode ser uma experiência interessante. Este produto pode ter mais ou menos itens na tabela, e isso acontece porque alguns produtos possuem mais nutrientes ou porque a empresa que o fabricou colocou apenas o necessário.

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19/04/2018

Você já se perguntou por que nós, humanos, bem como a maioria dos animais (pelo menos os vertebrados), temos dois olhos? Um não basta? E se eu te disser que a resposta não só é incrivelmente simples como também se relaciona à astronomia e aos filmes 3D?

Ter dois olhos pode parecer desnecessário, à primeira vista (sem trocadilhos!). Por exemplo: olhar para as coisas com um dos seus olhos coberto não afeta certas propriedades dos objetos que você enxerga, como as suas cores. “Ótimo”, você pensa, “um é o bastante” - mas um experimento bem simples pode mostrar que isso não é bem verdade.

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14/04/2018

Um pequeno passo dado a contragosto, mero reflexo dos meus instintos incontroláveis, pôs à prova minha patética e anormal capacidade de compreender a natureza humana como ninguém: o fato do garoto intolerável do 1º D, chamado por todos de... hm, não é importante (obviamente “aquele menino” não podia ser seu verdadeiro nome), apenas sabia que estava caído como uma cadeira muito usada, e infelizmente o coloquei novamente no centro das atenções.

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10/04/2018

Um prego longo, um fio de cobre (esmaltado, de preferência), uma pilha grande e um pouco de fita adesiva: isso é tudo o que você precisa para construir um ímã caseiro. Sim, um ímã!

A receita é simples. Corte aproximadamente 1 metro do cobre e enrole-o ao longo do prego, de modo a criar uma única camada de fio. Retire o esmalte isolante das pontas do fio e prenda cada uma delas a uma extremidade da pilha, usando a fita adesiva. Pronto! Seu pequeno dispositivo já é capaz de atrair objetos magnéticos leves, como moedas e clips. Apenas tome cuidado para não manter as extremidades ligadas à pilha por muito tempo, pois isso a desgasta e o fio pode eventualmente superaquecer. (Para um passo-a-passo mais detalhado, consulte as sugestões ao final do texto.)

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02/04/2018

É difícil, eu sei. Você passa a vida inteira ouvindo que não se pode tirar raiz quadrada de números negativos, e no Ensino Médio chega um belo dia em que o professor escreve na lousa: √−1 = i. Você conclui, então, assustado: esses matemáticos são loucos! Certo?

Errado. Mas, para chegarmos a uma compreensão minimamente satisfatória sobre esse tema, precisamos entender melhor o que os números realmente são – e para que servem.

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02/04/2018


Quando queremos descobrir coisas, tentamos seguir alguma regra, alguma sequência de passos para chegar à verdade. Dentro disso, é possível definir certas regras úteis para quase todas as tentativas de se descobrir algo. Quando alguém fala na existência de um Método Científico, imaginamos a existência de cinco ou seis passos impressos em sulfite, colocados na parede e que todos são obrigados a seguir, sempre os mesmos passos, exatamente da mesma maneira e na mesma ordem.

O que acontece, na realidade, é que cada área da ciência (física, biologia, matemática, história etc.) tem sua própria sequência de passos, e mesmo numa área da ciência, pesquisas diferentes podem utilizar métodos diferentes. A única regra geral é que o método que os pesquisadores utilizaram tem que ser clara e concisamente descrito quando se publica os resultados em um artigo científico porque algo que acontece nas ciências é: outros pesquisadores vão ler, procurar falhas no método utilizado e depois tentarão reproduzir a pesquisa e chegar aos mesmos resultados.

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02/04/2018

Uma questão de estimativa: qual é o maior número, o de moléculas de H2O em uma gota de água ou o de estrelas no universo observável? Primeiro, duas coisas são importantes de serem lembradas, uma sobre a água e outra sobre estrelas. A água que você põe no copo e bebe é composta de muitas moléculas de H2O, sendo uma molécula uma combinação de átomos, no caso dois átomos de hidrogênio (H) e um de oxigênio (O). Átomos são unidades da matéria, formados por um núcleo cheio de prótons e nêutrons e com elétrons girando em volta, como planetas girando em volta do Sol. São os elementos que vemos na tabela periódica.

Os átomos constroem a matéria que existe, mas não definem do que se trata, por exemplo, o átomo de cloro (Cl) pode estar numa molécula de HCl, um ácido forte, ou numa molécula de NaCl, que é o sal de cozinha. O que define as propriedades da matéria são as moléculas. Dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio ligados serão sempre água, independente se o H antes fazia parte de um ácido como o HCl ou de gás hidrogênio (H2).

Se têm muitas moléculas de água em um copo, imagine então estrelas no céu. Sobre estrelas, é importante lembrar que aquelas que vemos no céu a noite são apenas algumas poucas estrelas da nossa galáxia que estão perto o suficiente para serem vistas, mas há muito mais estrelas na galáxia e muitas galáxias no universo.

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